quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Projeto revitalizará o Mar Morto

Devido à retirada de água do rio Jordão, pode desaparecer até 2050. Um projeto bilionário que une israelenses, jordanianos e palestinos tenta salvá-lo transportando água do Mar Vermelho. Localizado entre Israel, Jordânia e territórios palestinos, o Mar Morto já perdeu mais de 35% de sua superfície - e especialistas estimam que o lago salgado conhecido mundialmente deverá desaparecer até 2050.


Por isso, Israel e Jordânia lançaram, nesta terça-feira (1°/12), uma licitação para a construção de um duto que deverá transportar água do Mar Vermelho para o Mar Morto. Até o final de março do próximo ano, empresas e consórcios podem concorrer à gigante encomenda, declarou o Ministério da Água e Irrigação em Amã, capital da Jordânia. Na ocasião, o vice-primeiro-ministro israelense, Silvan Shalom, falou na emissora i24news de um "passo histórico para salvar o Mar Morto". A licitação conjunta israelo-jordaniana, afirmou ele, é um "extraordinário sucesso ambiental e diplomático" e mostra "mais do que qualquer outra coisa a frutífera cooperação entre os dois países." O plano é bombear anualmente 300 milhões de metros cúbicos de água do Golfo de Aqaba por meio de uma ligação de 180 quilômetros atravessando o Deserto do Neguev até o Mar Morto. Numa primeira fase deverá ser criada a infraestrutura para o projeto. Isso também inclui a usina de dessalinização com uma capacidade de 65 milhões a 85 milhões de metros cúbicos anuais. O ministério jordaniano avalia o custo desses projetos em 850 milhões de euros (por volta de 3,4 bilhões de reais). Parte da água do Mar Vermelho deverá ser canalizada para o Mar Morto, outra parte deverá se dessalinizada, beneficiando tanto israelenses quanto palestinos. A Jordânia também precisa urgentemente de água: 92% da área do país é desértica, e sua população está cada vez maior com a chegada dos refugiados sírios.


Fonte: Reuters

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Carros elétricos sem impostos na Jordânia

Uma excelente notícia para quem deseja ajudar o planeta sem deixar o conforto de ter um carro na Jordânia. Até o final deste ano, cerca de 10 estações de carregamento para carros elétricos movidos a energia solar serão instalados em Amã. Além disso o governo do país está trocando metade da frota para carros elétricos e isentando de impostos quem comprar este tipo de veículo.


Modelos da BMW, Mercedes e Renault estão vendo vendidos sem impostos no país e os compradores deverão economizar ainda mais, pois com uma recarga elétrica é possível ir de Amã a Aqaba, cerca de 400km, gastando mais de 35% menos se comparado a abastecer com gasolina.

As pessoas poderão recarregar em casa, nos postos de gasolina, em espaços públicos com energia solar e nos totens que serão instalados no país.

Fonte: Jordan Times

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Personagens do Oriente Médio - Heba Kotb

Falar de sexo no Oriente Médio parece tabu ainda mais na TV, não? Não para Heba Kotb. 

Formada em medicina pela Universidade do Cairo, especialista em medicina forense, toxicologia e sexologia, além de casada e mãe de três filhos, Heba é a autora de "A Sexualidade do Islã", que explica o sexo sem pudor ao público árabe.



Com um programa de TV np canal egípcio Al Mehwar no sábado à noite que é exibido em todo o oriente médio, parte da Ásia, África e Europa, a especialista fala abertamente sobre os mais diversos assuntos relacionados ao mundo sexual. 

Heba quer mostrar o quanto é natural e saudável o sexo para uma sociedade em que 80% dos divórcios surgem de problemas sexuais. 


Twiter: @drhebakotb

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Agora o Entre Oriente é parceiro do site Cotação. O Cotação é considerado a maior distribuidora do setor no Brasil e que já possui diversos escritórios em cidades como São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, e Belo Horizonte entre outras 

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Ranking dos países que mais recebem refugiados no mundo conforme a ACNUR.

1- Turquia
2- Paquistão
3- Líbano 
4- Irã
5- Etiópia
6- Jordânia

Dados da Global Trends, mostram que o mundo tem hoje 59,5 milhões de refugiados. Delas, a maioria são sírios, mais de 4 milhões, seguindo por afegãos (3 milhões) e somalis. (1,2 milhão). Se levado em conta o total de refugiados em relação ao número de habitantes, Líbano e Jordânia são os países que possuem a maior população refugiada, de acordo com o relatório. No Líbano, 1 a cada 5 pessoas é sírio.

Número de refugiados na Jordânia

O jornal Jordan Times divulgou neste domingo os dados do Departamento de Segurança Pública da Jordânia (PSD), nos quais mostram o números de crimes ocorridos no país durante o primeiro semestre de 2015. Foram 11,627 crimes, nos quais 1.082 foram roubos de carros; 5.490 casos relacionados a drogas (468 com o tráfico, 36 ao vício e 4.986 relacionados à posse, sendo que a Jordânia é apenas um corredor por causa de seu aeroporto), 1.105 foram crimes eletrônicos, 91 crimes de propriedade intelectual e 13 casos de tráfico de pessoas.



O PSD, também, observou a foram detectadas 159,850 violações ambientais e 204 casos de violência famíliar no período de janeiro a julho. Um número que me chamou muito atenção foi o de acidentes de carro: 72,290. Deste número 338 morreram e 6.102 ficaram feridos. Apesar que os índices de acidentes de trânsito diminuíram e muito nos últimos 3 anos.
O que se pode concluir desses números? Muita coisa. Há muitos olhares sobre estes dados que podem ser interpretados de fiderentes formas, mas o que é certo, é que por todas as provações que o Oriente Médio vem sofrendo nas últimas décadas, ainda assim, é MUITO mais seguro viver aqui do que em muitos países, inclusive no Brasil.

Fonte: www.jordantimes.com

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Personagens do Oriente Médio - Suleiman Bakhit

Nascido em Amã, Suleiman Bakhit, é um empreendedor e ativista social que chamou atenção do mundo ao criar o HQ que conta a história de um grupo de jovens heróis que luta conta o extremismo do Estado Islâmico. Bakhit é o CEO da Aranim Media Factory e já vendeu mais de 1,2 milhões de quadrinhos em diversos países.


Ele, também, é o fundador do projeto Hero Factor - uma organização dedicada em desenvolver histórias, mitos e heróis que tratem de tolerância e combatam a cultura do extremismo e da discriminação contra as mulheres e meninas. Bakhit foi motivado a criar sua empresa depois de sofrer discriminação por ser árabe e muçulmano quando estudava nos Estados Unidos na época dos ataques de 11 de setembro de 2001.


Twiter: @suleimanbakhit