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terça-feira, 9 de junho de 2015

Personagens do Oriente Médio - Principe Alí Bin Al Hussein da Jordânia

Nos últimos dias, entre prisões e eleições na FIFA, o nome de um árabe vem despontando como principal candidato a comandar o alto comando do futebol mundial, Alí Bin Al Hussein, príncipe da Jordânia. Ali é o terceiro filho do rei Hussein (a irmão do atual Rei Abdullah II) da Jordânia e atualmente exerce os cargos de vice-presidente da Fifa e Presidente da Federação de Futebol da Jordânia desde 1999 - além disso, é fundador da Federação de Futebol do Oeste Asiático.

Principe Alí Bin Al Hussein da Jordânia

Ele é um defensor ativo dos direitos das mulheres e apoiou o não uso do hijab ( véu que cobre a cabeça e tórax ) às atletas de futebol feminino. Ali é casado com a jornalista argelina da CNN Rym Brahimi com quem tem dois filhos. "As manchetes deveriam ser sobre futebol, não sobre a Fifa, ela existe para servir ao esporte que une bilhões de pessoas de todas as partes do mundo, pessoas de diferentes e divergentes associações políticas, religiosas e sociais, que se unem na apreciação do jogo do mundo”

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Copa do mundo 2014 e o que o Oriente Médio fala dela

A uma semana do início da Copa do Mundo 2014 no Brasil, escrevo hoje sobre o que está rolando sobre o evento aqui no Oriente Médio.

Neste momento está passando em um canal do Barein as quartas de finais da Copa de 1998 cujo Brasil ganhou da Dinamarca por 3x2. Há vários canais exclusivos de esporte que passam memoravéis jogos da seleção. Por aqui, tudo é Copa. Tudo é Brasil, é verde e amarelo. Estamos nos noticiários, nos comerciais de tv, nas propagandas das lojas nos jornais. A al Jazzera está passando uma série de matérias sobre o país. Há uns dias assisti um documentário sobre o Brasil contemporâneo bastante interessante - mostrando a evolução do país desde o fim da ditadura e seus desafios para o futuro.

Nos noticiários, além dos atrasos, gastos alarmantes nas obras, pressões da FIFA, preparação das seleções, muito se fala dos protestos que se alastram há meses. Porém, Brasil é Rio de Janeiro. Os protestos parecem que ocorrem somente na cidade. Os comerciais mostram a cidade maravilhosa como sendo a única sede da Copa: pontos turísticos como Cristo Redentor e Copacabana exibem a exuberência brasileira por meio da natureza e de um povo fanático por futebol. Definitivamente Brasil é sinônimo de Rio de Janeiro. Somos isso: Rio, futebol e Carnaval. É o velho esteriótipo da nossa gente.


Há uma canal de tv chamado MBC3 que passa um programa muito legal sobre as curiosidades de todos os mundiais, sendo as histórias contadas por duas bolas (uma nova e outra antiga). Já em outro canal, são exibidas as preparações das seleções e seus melhores jogadores. Até o Nat Geo Abu Dhabi está na onda do mundial mostrando dois reporteres percorrendo vários países até chegar no Rio de Janeiro, entrevistando ex jogadores, conhecendo estádios que já sediaram a Copa do Mundo, como Centenário no Uruguai, e conhecendo seus povos e culturas. 

Nas ruas e nos jornais a seleção, ou melhor, Neymar, na maioria das vezes, está estampado como representante maior do nosso país. São outdoors dos patrocinadores do mundial ou anúncios de venda de televisão estampados nas páginas dos principais jornais.  

Pouco se fala de Cristiano Ronaldo. Aqui o ídolo é Messi! A seleção favorita é a Argentina. Nada melhor do que sonhar com uma final entre Brasil e los hermanos. Neymar para os árabes é um moleque. Ele ainda precisa aprender muito pra se tornar um verdadeiro ídolo. Mas muita gente torce para nós. Até porque, já passamos pelo roll das favoritas. Estamos acima de todos. Somos a "seleção das seleções" como me disseram. 

Os times conhecidos do Brasil são: Flamengo, Corinthians, Grêmio, Inter, São Paulo e Santos. E o motivo deve ser óbvio: todos foram campeões mundiais. Alías, a dupla grenal até aparece de relance em um comercial de tv junto com São Paulo e Timão! Mas os times queridos por aqui são os europeus Barcelona, Real Madrid, Milan e Bayer. Pelé, Rivaldo, Romário, Bebeto e Ronaldo são os ídolos brazucas que o povo por aqui lembra - os mesmos que nós. 

Faltando pouco para o mundial, eu vou assistir de longe aos jogos. Vai ser a forma de matar a saudade da minha terra. Vou torcer pra Argélia, para Holanda e para França e ter a oportunidade de ver Porto Alegre, nem que seja pelo Beira Rio mesmo...