Nascido em Amã, Suleiman Bakhit, é um empreendedor e ativista social que chamou atenção do mundo ao criar o HQ que conta a história de um grupo de jovens heróis que luta conta o extremismo do Estado Islâmico. Bakhit é o CEO da Aranim Media Factory e já vendeu mais de 1,2 milhões de quadrinhos em diversos países.
Ele, também, é o fundador do projeto Hero Factor - uma organização dedicada em desenvolver histórias, mitos e heróis que tratem de tolerância e combatam a cultura do extremismo e da discriminação contra as mulheres e meninas. Bakhit foi motivado a criar sua empresa depois de sofrer discriminação por ser árabe e muçulmano quando estudava nos Estados Unidos na época dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Nos últimos dias, entre prisões e eleições na FIFA, o nome de um árabe vem despontando como principal candidato a comandar o alto comando do futebol mundial, Alí Bin Al Hussein, príncipe da Jordânia. Ali é o terceiro filho do rei Hussein (a irmão do atual Rei Abdullah II) da Jordânia e atualmente exerce os cargos de vice-presidente da Fifa e Presidente da Federação de Futebol da Jordânia desde 1999 - além disso, é fundador da Federação de Futebol do Oeste Asiático.
Principe Alí Bin Al Hussein da Jordânia
Ele é um defensor ativo dos direitos das mulheres e apoiou o não uso do hijab ( véu que cobre a cabeça e tórax ) às atletas de futebol feminino. Ali é casado com a jornalista argelina da CNN Rym Brahimi com quem tem dois filhos. "As manchetes deveriam ser sobre futebol, não sobre a Fifa, ela existe para servir ao esporte que une bilhões de pessoas de todas as partes do mundo, pessoas de diferentes e divergentes associações políticas, religiosas e sociais, que se unem na apreciação do jogo do mundo”
Notícias que você não vê sobre o Oriente Médio - Egípcios, o povo milenar da leitura.
A cena literária do Egito é próspera e impressionante. Uma nova geração de escritores e poetas vem surgindo no país de forma surpreendente e muitos deles se aproveitam das redes sociais para tornarem seus trabalhos notados em todo o Oriente Médio. Não é apenas o número de escritores que aumentou no Egito, o número de pequenas novas editoras e livrarias, também - algo que vai no fluxo contrário dos números de quase todos os países no mundo, nos quais os índices de livrarias e editoras que estão falindo vem batendo recorde a cada ano pelo advento da Internet e com a massiva pressão feita pelas grandes empresas editoriais e livrarias mega stores. O Egito, também, está no topo da lista dos maiores produtores mundiais de livros e outros produtos intelectuais e culturais (com mais de 9 mil obras publicadas por ano) - a frente de nações como Estados Unidos, França e Reino Unido.
Diwan Bookstore
Além disso, o povo egípcio está na lista dos que mais dedicam horas à leitura no mundo. Vários dados sobre a leitura e publicações de livros colocam o Egito em uma posição privilegiada. Em uma lista que enumera as populações que mais gastam tempo na leitura de livros do mundo, o NOP World Index Score, coloca os egípcios no quinto lugar. Os egípcios passam, em média, 7 horas e 30 minutos, por semana, lendo.
ALEF Bookstore - a maior rede de livrarias do Egito.
Os programas de apoio a leitura e a formação de novos leitores proliferam em todos os cantos do Egito e mesmo com as dificuldades políticas em que o país vem sofrendo nos últimos anos, este setor da economia egípcia caminha para a quebra de recordes de dar inveja a qualquer outra nação.
Um dos artefatos mais surpreendentes no Museu da Jordânia em Amã (Jordan Museum), é um exemplar dos Manuscritos do Mar Mar feito de Cobre. O Rolo de Cobre (3Q15) é um dos Manuscritos encontrados em caverna 3 perto de Khirbet Qumran, mas difere significativamente dos demais.
Manuscritos do Mar Morto no Museu da Jordânia
Considerando que os outros manuscritos são escritos em pergaminho ou papiro, este pergaminho está escrito no metal: cobre misturado com cerca de 1 % de estanho. Além disso, ao contrário dos outros, não é uma obra literária, mas sim, uma lista de locais em que vários artigos de ouro e prata estão enterrados ou escondidos.
Exemplares dos Manuscritos do Mar Morto no Museu da Jordânia
No Líbano estão umas das estações de esqui mais frequentadas do mundo - ao todo são seis resorts. O país é o único na Terra no qual é possível esquiar e ir à praia no Mediterrâneo em questão de menos de duas horas. Este fenômeno acontece por causa do clima moderado do Líbano e de suas montanhas estarem bem próximas à costa.
Resolvi escrever sobre um momentos mais bonitos e singelos que vi na TV árabe, foi, exatamente, na edição do Arabs Got a Talent 2015 - o reality que é famoso no mundo, também, tem uma versão no Oriente Médio. A apresentação do grupo palestino Al Takht Al Sharki band, um grupo formado por 5 adolescentes (4 meninos e 1 menina) vindos de Gaza, emocionaram o mundo árabe com a história de superação e esperança.
O grupo tentou se apresentar nas audições do Arabs Got a Talent, três vezes, mas foram impedidos pelo Governo de Israel. De famílias devastadas pela guerra, os adolescentes, com empenho do professor de música que persiste em manter o Conservatório Nacional de Música de Gaza e sua banda - resolveram, novamente, tentar se apresentar no programa. Após idas e vindas entre a fronteira com o Egito e negativas para atravessá-la, por causa dos soldados israelenses, o grupo alcançou o objetivo. Ahmad Al Madhoun, Sarraj Al Sersawi, Mahmoud Kehail, Ramzi Alfar e Reema Ashour conseguiram atravessar a fronteira e seguiram em um ônibus até o Cairo para pegar um avião até a capital do Líbano, Beirute.
Em um sábado ao vivo, para mais de 20 países na emissora MBC4, a Al Takht Al Sharki band se apresentou. Para surpresa do grupo, em especial ao pequeno Mahmoud Kehail, o ator e comediante saudita Nasser Al Qasabi apertou o botão dourado, dando a Al Takht Al Sharki Band um lugar direto na semi-final do programa. Ao ser questionado pela cantora Najwa Karam o porque do choro, o Mahmoud Kehail responde que estava chorando de alegria.
Acho que ninguém não precisa entender árabe para conseguir sentir o que está acontecendo no palco. A esperança se viu presente naquele dia. Esperança, que, por mais que as pessoas sofram sem culpa, tudo na vida vale a pena e que um dia é melhor do que o outro. A Al Takht Al Sharki Band não ganhou a edição do Arabs Got Talent 2015, mas mostraram que o mundo é árabe é feito de pessoas esperançosas, decentes e de bom coração. Vividos em um ambiente de medo, de falta de direitos e de perseguição, os meninos da Al Takht Al Sharki Band não desistiram da música, mesmo que fosse um perigo sair de casa e ir até o conservatório para as aulas. Para mim, que acredito, que o mundo pode ser melhor, independente das mãos em que ele está sendo controlado, o exemplo dos meninos músicos de Gaza, me mostraram o quanto podemos seguir o caminho do bem mesmo estando envoltos em um ambiente sem perspectivas.
Parabéns, a Al Takht Al Sharki Band pelo talento. Parabéns ao povo de Gaza que tentam viver em meio ao caos.